HOTAS Warthog

by Pedro Caldeira

400 € por um sistema HOTAS, pode parecer, e é, um bocado exagerado, especialmente nestes tempos em que vivemos. No entanto, e não sendo propriamente um joystick para quem começa no mundo da simulação, é uma verdadeira peça de arte, para quem tiver na carteira com uns “trocos” disponíveis.

A Thrustmaster™, fabricante Americana de dispositivos para jogos, já nos habituou à excelência dos seus produtos, desde o velhinho “X Fighter” que era uma cópia do Stick do F4 até ao último Hotas Warthog®, passando pelo incontornável Hotas Cougar® de que também falarei num outro review.

A primeira coisa que reparamos ao receber o equipamento, é a caixa.

Como se pode ver, aspecto exterior, é bastante apelativo, com imagens alusivas ao caça em que se inspira, o A-10C da USAF. Podemos logo ver também visualizar algumas características técnicas básicas, informações de copyrights, etc. O habitual na Thrustmaster. Salta-nos á vista, para quem já é um habitual nestas andanças da simulação, o logotipo da USAF. O acondicionamento é o suficiente, com bastante esferovite para proteger o conteúdo.

Ao abrir a caixa e retirar o conteúdo, não pude deixar de sorrir de contentamento ao sentir o frio do metal, e a precisão da construção. Verdadeiramente soberbo. Os interruptores, os coolie-hat’s, a base para descansar o pulso, o peso da base, suficiente para aguentar os impactos dos “simmers” mais entusiastas, etc.

Tendo sido no meu caso mecânico de aeronaves na força aérea, e passado depois para o mundo da informática, onde continuei com a simulação nestes últimos 20 anos, estive em contacto tanto com o real como com o virtual, e posso dizer com segurança que a qualidade é de tal modo boa que poderia (e é-o, na USAF) ser usada para treino de pilotos na vida real. Em relação á por exemplo um stick, real, falta a característica rigidez e o click dos coolie hat’s, por exemplo do Trim, mas isso é um aspecto perfeitamente desprezável, considerando o fim a que se destina, que é uma secretária ou um “home cockpit” e não o ambiente real de uma aeronave de combate.

O punho do Stick, de construção irrepreensível, permite ser destacado da base, via um anel rotativo em alumínio, quem sabe para futuras réplicas de outras aeronaves, para manutenção, ou simplesmente para substituição em caso de avaria, o que me parece improvável, dado a robustez do conjunto. Todos os botões, interruptores, Trim, etc. são muito bons e respondem bem tanto ao tacto, como ao movimento. Quanto á base, além de um sólido cilindro metálico fixo a uma também sólida e pesada chapa de alumínio, visualmente nada há a dizer. Robustez é a palavra que nos toma quando analisamos o conjunto.

A ligação entre a base e punho é feita por uma ficha tipo mini-din (do género dos teclados e ratos antigos) e fixa por meio do anel de que já falei. A União é forte e não se prevê o risco de ruptura por aí. Bem, depende do uso, claro, mas teria de ser um piloto que usasse o stick como “martelo” para partir tão robusto dispositivo. Todas a peças sujeitas a esforço são produzidas em metal.

No Interior do cilindro, um conjunto de ultima geração de sensores, molas e braços oscilantes, garantem que o stick volta sempre á posição central, sem desvios. Aliás o movimento é muito preciso e a sensação que transmite ao movimentar é quase a do manche hidráulico que equipa as aeronaves sem fly-by-wire.

Falta mencionar que a interface, como não podia deixar de ser, é USB.

 

 

Por curiosidade, e para os amantes do “realismo” existe um módulo da Realsimulator™ que substitui a base, transformando o movimento “amplo” do stick por um sensor de pressão, respondendo analogamente ao stick do F16, que apenas mexe uns milímetros. Pessoalmente nunca testei o mecanismo, mas existem na internet, reviews que falam muito bem do dispositivo, e inclusive já foi validade por pilotos de F-16.

 

Passando á manete (Throttle), mais uma vez um temos de esboçar um sorriso. Que magnifica peça de engenharia. Quase que se poderia dizer que foi recortada do verdadeiro A-10. O conjunto, pesado, é dominado pela duas manetes cobertas de botões, sliders, hat’s, etc. Sem adulterações, pois também aqui se trata da replica fiel das manetes do verdadeiro caça, e todos os switches e restantes elementos estão representados. Abaixo temos uma imagem do verdadeiro cockpit onde podemos constatar que tanto o stick como as manetes são idênticas.

O movimento, é suave (podendo ainda ser regulado por meio de uma roda de atrito no topo da base), e preciso. Para deslocar as manetes de cutoff para idle temos de as levantar ligeiramente e avançá-las até um batente interno que as impede de recuar sem voltarmos a fazer o procedimento inverso. O deslocamento é independente, mas é fácil controlarmos o avanço ou recuo sincronizadamente. Para quem quiser, existe um “lock” que permite unir as duas manetes. Os interruptores, que vão desde o APU até ao Autopilot, são toggle switches normais, em aço inox, e prefeitmente adequados á simulação.

Todo o conjunto é iluminado, e toma uma tonalidade verde (que pode ser desligada), quando se liga o conjunto na porta USB. Fisicamente, não existe ligação entre a Throttle e o Stick, tendo cada um a sua ligação usb e podendo ser usados em separado com outro qualquer de outra marca, perde, no entanto, o propósito do conjunto, claro.

 

Dependendo do simulador usado, podemos usar o Target da Thrusmaster™ para programar a profusão de botões de qualquer um dos dispositivos. Para quem não conhece, o Target é o software que permite a programação dos dispositivos da Thrustmaster™. Abaixo podem ver dois exemplos. É bastante intuitivo e podemos criar perfis para os nossos simuladores favoritos. Podemos seleccionar quais os periféricos presentes, e depois programar todas as suas funções. O Software tem a versão GUI para o utilizador menos experiente e uma versão que apenas executa scripts de programação, em que aí já é preciso dominarmos a linguagem desenvolvida pela Thrustmaster™ para o efeito. Mas ao fim de umas horas, já conseguimos domina-la o suficiente para pelo menos, programar as funções básicas.

 

No entanto, e se formos os felizes proprietários do magnifico A10-C para o DCS (Digital Combat Simulator), não necessitamos de qualquer programação. O Simulador detecta o stick e a Throttle e mapeia todas as funções nos interruptores e funções dos dispositivos, ficando de imediato com as mesmas funções da aeronave real.

 

 

Por agora é tudo para este review. Brevemente farei a review do mais antigo Cougar (Replica do F-16) com os novos addons da Realsimulator™, que lhe inspiram vida nova.

São estes, o sensor de pressão que transforma o Stick num verdadeira replica do SSC do F-16, e o TUSBA, acrónimo de (Throttle USB Adaptar), que transforma a Throttle em um dispositivo separado, com ligação USB e programação independente.

Até Breve

400 € por um sistema HOTAS, pode parecer, e é, um bocado exagerado, especialmente nestes tempos em que vivemos. No entanto, e não sendo propriamente um joystick para quem começa no mundo da simulação, é uma verdadeira peça de arte, para quem tiver na carteira com uns “trocos” disponíveis.

A Thrustmaster™, fabricante Americana de dispositivos para jogos, já nos habituou á excelência dos seus produtos, desde o velhinho “X Fighter” que era uma cópia do Stick do F4 até ao último Hotas Warthog®, passando pelo incontornável Hotas Cougar® de que também falarei num outro review.

A primeira coisa que reparamos ao receber o equipamento, é a caixa.

Como se pode ver, aspecto exterior, é bastante apelativo, com imagens alusivas ao caça em que se inspira, o A-10C da USAF. Podemos logo ver também visualizar algumas características técnicas básicas, informações de copyrights, etc. O habitual na Thrustmaster. Salta-nos á vista, para quem já é um habitual nestas andanças da simulação, o logotipo da USAF. O acondicionamento é o suficiente, com bastante esferovite para proteger o conteúdo.

Ao abrir a caixa e retirar o conteúdo, não pude deixar de sorrir de contentamento ao sentir o frio do metal, e a precisão da construção. Verdadeiramente soberbo. Os interruptores, os coolie-hat’s, a base para descansar o pulso, o peso da base, suficiente para aguentar os impactos dos “simmers” mais entusiastas, etc.

 

Tendo sido no meu caso mecânico de aeronaves na força aérea, e passado depois para o mundo da informática, onde continuei com a simulação nestes últimos 20 anos, estive em contacto tanto com o real como com o virtual, e posso dizer com segurança que a qualidade é de tal modo boa que poderia (e é-o, na USAF) ser usada para treino de pilotos na vida real. Em relação á por exemplo um stick, real, falta a característica rigidez e o click dos coolie hat’s, por exemplo do Trim, mas isso é um aspecto perfeitamente desprezável, considerando o fim a que se destina, que é uma secretária ou um “home cockpit” e não o ambiente real de uma aeronave de combate.

O punho do Stick, de construção irrepreensível, permite ser destacado da base, via um anel rotativo em alumínio, quem sabe para futuras réplicas de outras aeronaves, para manutenção, ou simplesmente para substituição em caso de avaria, o que me parece improvável, dado a robustez do conjunto. Todos os botões, interruptores, Trim, etc. são muito bons e respondem bem tanto ao tacto, como ao movimento. Quanto á base, além de um sólido cilindro metálico fixo a uma também sólida e pesada chapa de alumínio, visualmente nada há a dizer. Robustez é a palavra que nos toma quando analisamos o conjunto.

A Ligação entre a base e punho é feita por uma ficha tipo mini-din (do género dos teclados e ratos antigos) e fixa por meio do anel de que já falei. A União é forte e não se prevê o risco de ruptura por aí. Bem, depende do uso, claro, mas teria de ser um piloto que usasse o stick como “martelo” para partir tão robusto dispositivo. Todas a peças sujeitas a esforço são produzidas em metal.

No Interior do cilindro, um conjunto de ultima geração de sensores, molas e braços oscilantes, garantem que o stick volta sempre á posição central, sem desvios. Aliás o movimento é muito preciso e a sensação que transmite ao movimentar é quase a do manche hidráulico que equipa as aeronaves sem fly-by-wire.

Falta mencionar que a interface, como não podia deixar de ser, é USB.

 

 

Por curiosidade, e para os amantes do “realismo” existe um módulo da Realsimulator™ que substitui a base, transformando o movimento “amplo” do stick por um sensor de pressão, respondendo analogamente ao stick do F16, que apenas mexe uns milímetros. Pessoalmente nunca testei o mecanismo, mas existem na internet, reviews que falam muito bem do dispositivo, e inclusive já foi validade por pilotos de F-16.

 

Passando á manete (Throttle), mais uma vez um temos de esboçar um sorriso. Que magnifica peça de engenharia. Quase que se poderia dizer que foi recortada do verdadeiro A-10. O conjunto, pesado, é dominado pela duas manetes cobertas de botões, sliders, hat’s, etc. Sem adulterações, pois também aqui se trata da replica fiel das manetes do verdadeiro caça, e todos os switches e restantes elementos estão representados. Abaixo temos uma imagem do verdadeiro cockpit onde podemos constatar que tanto o stick como as manetes são idênticas.

O movimento, é suave (podendo ainda ser regulado por meio de uma roda de atrito no topo da base), e preciso. Para deslocar as manetes de cutoff para idle temos de as levantar ligeiramente e avançá-las até um batente interno que as impede de recuar sem voltarmos a fazer o procedimento inverso. O deslocamento é independente, mas é fácil controlarmos o avanço ou recuo sincronizadamente. Para quem quiser, existe um “lock” que permite unir as duas manetes. Os interruptores, que vão desde o APU até ao Autopilot, são toggle switches normais, em aço inox, e prefeitmente adequados á simulação.

Todo o conjunto é iluminado, e toma uma tonalidade verde (que pode ser desligada), quando se liga o conjunto na porta USB. Fisicamente, não existe ligação entre a Throttle e o Stick, tendo cada um a sua ligação usb e podendo ser usados em separado com outro qualquer de outra marca, perde, no entanto, o propósito do conjunto, claro.

 

Dependendo do simulador usado, podemos usar o Target da Thrusmaster™ para programar a profusão de botões de qualquer um dos dispositivos. Para quem não conhece, o Target é o software que permite a programação dos dispositivos da Thrustmaster™. Abaixo podem ver dois exemplos. É bastante intuitivo e podemos criar perfis para os nossos simuladores favoritos. Podemos seleccionar quais os periféricos presentes, e depois programar todas as suas funções. O Software tem a versão GUI para o utilizador menos experiente e uma versão que apenas executa scripts de programação, em que aí já é preciso dominarmos a linguagem desenvolvida pela Thrustmaster™ para o efeito. Mas ao fim de umas horas, já conseguimos domina-la o suficiente para pelo menos, programar as funções básicas.

 

No entanto, e se formos os felizes proprietários do magnifico A10-C para o DCS (Digital Combat Simulator), não necessitamos de qualquer programação. O Simulador detecta o stick e a Throttle e mapeia todas as funções nos interruptores e funções dos dispositivos, ficando de imediato com as mesmas funções da aeronave real.

 

 

Por agora é tudo para este review. Brevemente farei a review do mais antigo Cougar (Replica do F-16) com os novos addons da Realsimulator™, que lhe inspiram vida nova.

São estes, o sensor de pressão que transforma o Stick num verdadeira replica do SSC do F-16, e o TUSBA, acrónimo de (Throttle USB Adaptar), que transforma a Throttle em um dispositivo separado, com ligação USB e programação independente.

Até Breve

 

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