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Metamorfose: de cadete a oficial piloto-aviador

por: Fernando Anselmo

Ser cadete da Academia da Força Aérea é sinónimo de esforço, dedicação, sacrifício e sobretudo de orgulho. São estes alguns dos sentimentos que nutro por esta instituição, desde o momento em que entrei para esta casa, graças a toda a evolução que decorreu ao longo dos vários anos que passaram.

Desde o inicio da minha candidatura que o meu principal objetivo foi tornar-me Piloto Aviador e para tal, passei por diversas provas de admissão. Não foi uma etapa fácil, mas consegui entrar porque percebi que, para além da escolha que fiz, de vir a tornar-me piloto-aviador, nós somos formados desde o inicio para virmos ser muito mais que isso: aprendemos a ser militares da Força Aérea Portuguesa.

O primeiro ano foi um grande desafio uma vez que chegava a um meio novo, diferente, com leis e tradições muito características, às quais eu e os meus novos camaradas e irmãos nos tínhamos de adaptar num curto período de tempo. Houve momentos que me levaram ao limite, porém, fizeram-me perceber que esses limites são apenas fruto da minha imaginação, que podiam ser quebrados, sobretudo com a ajuda de todos. O culminar de toda a aprendizagem que tive durante este ano chegou no Verão de 2015, no momento em que voei pela primeira vez sozinho no Chip, mostrando-me que realmente somos capazes de fazer tudo!

Foi esta, uma das muitas lições que levei do meu primeiro ano, e com muitas outras que apreendi ao longo dos dois anos seguintes, levam-me hoje a perceber de que jeito somos formados e moldados para sermos um exemplo, líderes capazes de guiar o caminho das pessoas que depositam em nós a sua confiança, por forma a cumprirmos a nossa missão. É este o futuro que carregamos nas nossas mãos.

Já percorri mais de metade do caminho para alcançar a asa que tanto ambiciono, porém, isto não significa que as maiores barreiras já tenham sido derrubadas sendo a mais esperada de todas elas o tirocínio. Aí teremos o céu aos nossos pés.

Fernando Anselmo

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